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Sistema auxilia pecuarista na gestão do gado e no processo de certificação do SISBOV

02/06/2009

Sistema auxilia pecuarista na gestão do gado e no processo de certificação do SISBOV

Por causa de doenças que afetaram o mercado agropecuário da Europa, como a febre aftosa e a doença da vaca louca, o Brasil, a partir de 2006, instituiu o SISBOV – Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos, um serviço que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desenvolveu contendo as normas para a rastreabilidade da propriedade rural, bem como dos animais ali existentes. Uma medida que visa garantir a qualidade e segurança da carne brasileira para posterior exportação para países da união européia. 

“O serviço permite que haja um controle de toda a cadeia produtiva, em outras palavras, tudo o que o gado consome, recebe de medicamentos bem como a existência de doenças na propriedade. O SISBOV prevê algumas medidas sanitárias na gestão do gado e da propriedade, e devem ser seguidas pelos pecuaristas”, afirma Ana Cristina Cardoso Coimbra, proprietária da Oeste Systems. 

Como apoio a gestão agropecuária, um software de gerenciamento de rebanho bovino, com ênfase nas normativas do Sisbov, o SGRBovino, está sendo desenvolvido pela empresa incubada Oeste Systems, residente na Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente - INTEPP. 

O SGRBovino é um sistema que auxiliará no gerenciamento de todas as informações referentes ao SISBOV, fazendo uma ponte de interligação entre o pecuarista e a certificadora. Fornece relatórios quanto à conformidade da propriedade para controle sanitário. O sistema ainda é multi fazenda, ou seja, no caso do pecuarista possuir mais de uma propriedade cadastrada no SISBOV, o SGRBovino auxiliará no gerenciamento de ambas as propriedades. O SGR possibilita a integração entre as várias etapas do gerenciamento do rebanho, fazendo com que todo o processo de negócio seja controlado e acompanhado via sistema eletrônico. 

Para entender todo o processo, o pecuarista deve procurar por uma certificadora credenciada de sua região, o agrônomo vinculado à certificadora visita a propriedade e solicita ao pecuarista o atendimento as exigências para a certificação de acordo com as normas do SISBOV. Após esta etapa, depois de um período de quarentena, os animais são identificados, brincados, e a partir de então a propriedade começará a ser rastreada pela certificadora e também pela Oeste Systems. 

O SGRBovino é composto de um módulo para o SISBOV e gerencia toda a cadeia de produção na propriedade - como controle, gerenciamento da fazenda para o pecuarista saber a quantidade de cabeças de gado, se houve rentabilidade na criação, ou seja, retornos financeiros quanto a comercialização da cabeça de gado e também da carne, fala a proprietária da Oeste Systems.

Para realizar este rastreamento, todos os animais devem possuir brincos de identificação, o chamado DIA – Dispositivo de Identificação Animal, que possibilita ao Ministério da Agricultura acompanhar o desenvolvimento do rebanho em determinada propriedade. “São medidas sanitárias que precisam estar sendo implantadas pelo pecuarista, pois sem seguir as normativas do SISBOV, nenhum produtor conseguirá exportar sua carne para o mercado externo”, acrescenta Coimbra. 

“Apesar da estagnação do mercado e a crise econômica mundial, o mercado pecuário está sempre em evolução. Na região de Presidente Prudente, e nos estados de Paraná e Mato Grosso, quem quer exportar ou vender no país, deve ser certificado pelo SISBOV. Está havendo maior exigência do consumidor final, quanto à qualidade, procedência do animal, se é de boa raça, se a carne é de qualidade, se o animal foi bem tratado, se há a preocupação com o meio ambiente também. Hoje, as fazendas precisam estar em conformidade com o meio ambiente”, reforça Coimbra.

A perspectiva é que o SGRBovino esteja finalizado no final de 2009 e seja lançado na região do oeste do estado de São Paulo, sul do Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, onde se concentra a maioria das propriedades rurais do Brasil.

Mais informações com Fernanda Yumi Tsujiguchi – gerente da Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente – INTEPP pelo telefone 18 3229-1060.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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