02/06/2009
Como resultado de um concurso de games para celular, realizado em 2008 pela Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente – INTEPP, a cidade de Presidente Prudente conta hoje com três empresas desenvolvedoras de jogos para celular prudentinas, todas compostas por jovens estudantes e empreendedores da cidade e região, desenvolvendo jogos para o mercado de games nacional e internacional.
A WE Softwares uma das empresas pré-incubadas na INTEPP, há pouco mais de seis meses, está desenvolvendo jogos em estilo RPG, do inglês, Role Playing Game (Jogo de Interpretação de Papéis). “Os RPG´s são jogos que envolvem estratégia e imaginação, em que os jogadores interpretam diferentes personagens em diferentes situações, vivendo aventuras e superando desafios de acordo com um sistema de regras predeterminado. São jogos que agradam porque alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico”, ressalta Cristiano Araújo Morceli, sócio diretor da WE.
O primeiro game que está sendo desenvolvido pela empresa é a Lenda da Espada, cuja história se desenrola em torno de um camponês que precisa salvar o vilarejo de um dragão. O objetivo do jogo é adquirir cristais em cada vilarejo, dividido em fases, totalizando 04 ao final. O camponês, durante as 04 fases do jogo, conquista os quatro cristais para completar a espada final, Scailat, e salvar seu reino.
O cenário do jogo apresenta um estilo medieval, com castelos, dragões, campos, e outros atores coadjuvantes. “O RPG proporciona maior envolvimento do jogador no game, que assumi o papel do camponês”, fala Morceli.
A elaboração do conteúdo informativo da história é feita pelos membros da WE com base na imaginação e criatividade da equipe desenvolvedora. “Lembramos das histórias dos desenhos animados de infância”, ressalta Cristiano.
Curiosidades:
Em registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 1974, nos Estados Unidos. O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. No início, o D&D (abreviatura de Dungeons & Dragons) era um simples complemento para um outro jogo de peças de miniatura chamado Chainmail (cota de malha), mas terminou dando origem a um jogo totalmente diferente e inovador.
O jogo logo virou um desenho animado no ano de 1983, Caverna do Dragão. Este primeiro jogo era extremamente simples comparado aos jogos de RPG da atualidade e tinha uma origem influenciada por jogos de guerra/estratégia. Isto sempre levou muitos a crer que o jogo de representação (e não apenas de matar, pilhar e destruir) demorou a surgir.
A história do game A Lenda da Espada foi baseada nos filmes com enredo em estilo medieval, onde existem os magos e bruxas. Nestes filmes, segundo Morceli, os personagens sempre pediam algo para poder realizar suas ações, o que muitas vezes, era a mão da filha do rei. A Lenda da Espada se baseia muito no desenho animado Caverna do Dragão.
A previsão de finalização do game pela WE está prevista para o segundo semestre de 2009. “Nosso foco de mercado está muito voltado para jogos de estratégia e que alimentam a imaginação dos gamers”, fala Araújo.
A Inbloc, outra das empresas pré-incubadas na INTEPP, está desenvolvendo o 4Sides, um game estilo casual voltado para um público variável.
“O 4Sides é um jogo simples para ser jogado em qualquer lugar”, afirma Magid Franhan Rebonatti, sócio diretor da Inbloc. “É um jogo que pode ser jogado por crianças e até pelo pessoal da terceira idade. O 4Sides é muito simples e o intuito é entreter as pessoas”.
A Inbloc com o primeiro game - 4Sides pretende entrar no mercado de games, entretenimento, plataformas móveis e aplicativos para dispositivos móveis ainda neste ano de 2009.
“Nós temos mais idéias de jogos, com novas versões do 4Sides e novos games, disponibilizando no nosso portal para download”, fala entusiasmado Rebonatti.
O mercado para games e também para o 4Sides são as grandes operadoras de celular, e a forma de distribuir os games para os usuários de celulares é pelo site da operadora. “Se, por exemplo, a Inbloc fechar parceria com uma operadora, e o usuário de celular quiser jogar o 4Sides, poderá acessar o site da Inbloc, escolher o game, clicar no link da sua operadora, fazer o download e os créditos de ligação serão descontados do cliente”, explica Magid.
Há intenção da Inbloc em trabalhar com novas tecnologias na área de dispositivos móveis como, por exemplo, o sistema operacional Android do Google. “Estamos investindo em pesquisa e desenvolvimento para que o 4Sides seja compatível com esse sistema. Todo usuário de smart phone, independente de ser um celular do Google (G1) ou não, que tenha incorporado o Android, poderá ter maior interação com os games, como, por exemplo, pelo touch screen, virar o celular (tela) enquanto joga”, fala Magid.
De acordo com o sócio da Inbloc, está havendo um período de mudança no estilo de desenvolvimento de aplicativos e games para dispositivos móveis em todo mundo. “Os fabricantes de celulares estão buscando inovações em termos principalmente de mobilidade, que significa você poder fazer qualquer coisa em qualquer lugar, e também a portabilidade, que é você poder fazer qualquer coisa em qualquer lugar com o que você quiser. Agora, o usuário de celular não está ´preso´ a somente uma única operadora, ele tem a opção de mudar de operadora, continuar com seu número e usufruir de vários serviços diferenciados”, finaliza.
Já a Cell Tech está desenvolvendo um jogo de ação voltado para o público jovem. O jogo tem o desafio de defender a uma cidade de ataques de mísseis. O jogador precisa defendê-la, exigindo raciocínio rápido para tomada de decisões sobre quais estratégias adotar para defender o maior número de torres da cidade.
Como o jogo está em fase de desenvolvimento, o enredo pretende envolver mais o jogador na história, constituída de um cenário mais futurista, prevendo missões específicas, “além do ataque de mísseis, penso em criar outros tipos de desafios no game. O jogo já possui um sistema de pontuação e a intenção é criar um sistema de ranqueamento on–line ao game para premiar os jogadores mais habilidosos” fala Luciano Saito, proprietário da Cell Tech.
De acordo Luciano, a intenção é seguir o mercado de games, mas também direcionar as ações da Cell Tech para o mercado empresarial, de aplicações móveis, como por exemplo, produtos que interliguem um sistema dentro de uma empresa a outros aparelhos móveis fora dela.
“Se o empresário precisar fazer uma consulta do estoque, poderá fazer pelo celular se estiver fora da empresa”, diz ele.
Segundo Saito, hoje existem poucas empresas que atuam na área de jogos empresariais, que possibilitam ao funcionário, jogar para aprender uma determinada função do seu trabalho, que “é uma maneira diferente de aprender - aprende o trabalho e se diverte ao mesmo tempo”.
Mais informações com Fernanda Yumi Tsujiguchi da INTEPP pelo telefone 18 3229-1060.
Fonte: Assessoria de Comunicação