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Na área energética, decisões de hoje terão efeito daqui a 50 anos, diz especialista

23/07/2008

Na área energética, decisões de hoje terão efeito daqui a 50 anos, diz especialista

Jannuzzi diz que, na área energética, ações levam 50 anos para surtir efeito.

Em palestra proferida na sede da FINEP, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (23), o professor da área de Planejamento Energético da Unicamp, Gilberto Jannuzzi, advertiu que  ações tomadas hoje na área de energia só terão efeito daqui a 50 anos.

Abrindo o ciclo de encontros que serão realizados no âmbito do processo de planejamento estratégico da FINEP, Jannuzzi disse que, com base em dados do próprio governo, é possível antever que a matriz energética brasileira não deverá mudar muito até 2030, concentrando-se em petróleo, gás natural, carvão, energia hidráulica e biomassa. “A participação do gás e da cana de açúcar devem aumentar e a do petróleo, diminuir”, adiantou ele durante a palestra Tendências Futuras do Setor de Energia.

A palestra do professor Jannuzzi, doutor em Estudos Energéticos pela Universidade de Cambridge, tratou ainda do mercado futuro de energia, dos gargalos tecnológicos e das tecnologias que estão sendo estudadas.

“Grande parte dessas tecnologias deve estar madura em 2030, desde que a gente faça o dever de casa em pesquisa e desenvolvimento (P & D)”, acrescentou ele. Para o especialista, o Brasil tem competência em algumas dessas tecnologias, mas as ações de P & D ainda são difusas.

O professor, que também dirige a organização International Energy Initiative, lembra que as tecnologias de produção e uso de eletricidade merecem atenção. Segundo ele, é importante modernizar as construções e equipamentos como geladeiras para aumentar a eficiência energética  e, assim, diminuir o impacto de ter que gerar muita eletricidade.

Presente à palestra de Jannuzzi, o presidente da FINEP, Luis Fernandes, observou que o Brasil deu um salto gigantesco na área energética nas últimas décadas. “Saímos da total dependência para a auto-suficiência, com enorme perspectivas com as novas descobertas de petróleo na área do pré sal”, lembrou Fernandes. “E, com o etanol, materializamos uma alternativa energética em escala global”, completou.

Fonte: www.finep.gov.br

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